Vendedores do mercado Canongola expostos a risco de saúde em Tete

Vendedores do mercado Canongola, na Cidade de Tete, exercem suas atividades em condições precárias de saneamento, com bancas instaladas em meio a águas paradas e mau cheiro. A situação ocorre numa altura em que as autoridades sanitárias da província registam um cumulativo de 810 casos de cólera, dos quais 370 resultaram em internamentos e 13 em morte. No mercado do Canongola, os vendedores enfrentam diariamente condições precárias de saneamento, expondo-se a sérios riscos de saúde pública na luta pelo sustento das suas famílias. O local apresenta bancas e produtos comercializados em meio a águas paradas, acompanhadas de mau cheiro, cenário que preocupa comerciantes e clientes.  Os vendedores apelam à intervenção urgente das autoridades, com vista a minimizar a situação e garantir melhores condições de saneamento no mercado. Esta situação verifica-se numa altura em que as autoridades sanitárias da província de Tete contabilizam um número cumulativo de 810 casos de cólera, dos quais 370 foram internados e 13 resultaram em morte. Contactamos o serviço municipal de saneamento de Tete, através do responsável do gabinete de comunicação e imagem, o mesmo disse que a instituição prefere não se pronunciar sobre o assunto.

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Funeral de Alfredo Gamito decorre hoje em Maputo 

Decorre nesta quarta-feira, na Cidade de Maputo, o funeral do antigo ministro da Administração Estatal, Alfredo Gamito. O antigo Presidente da República, Armando Guebuza, e a Primeira-Ministra, Benvinda Levi, dizem que Moçambique perdeu um grande homem, patriota e de obras consistentes.  “Vamos deixa-lo, mas todos nós estamos cientes de que ele deixou uma grande obra para este país e para nós todos”, disse o antigo Presidente da República, Armando Guebuza, destacando o contributo do finado para o futuro do país.  Já a primeira-ministra, Benvinda Levi, lamentou a morte de Alfredo Gamito, destacando que o país perdeu um grande homem. “Acima de tudo, dizer que se foi um grande homem, uma pessoa íntegra, uma pessoa comprometida com o Estado, uma pessoa que deu o melhor de si por Moçambique”, disse.

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INAM prevê chuvas fortes no centro e norte do país 

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de chuvas fortes, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas locais, nas províncias de Nampula, Cabo Delgado,Niassa, Zambézia, Sofala e Manica.   Serão afectados, na província de Nampula, os distritos de Meconta, Erati, Murrupula, Rapale, Muecate, Mecuburi e cidade de Nampula; Os distritos Mecufi, Chiúre, Namuno, Montepuez, Metuge, Quissanga, Ibo, Meluco, Macomia, Muidumbe, Mocímboa da Praia, Mueda, Nangade, Palma e cidade de Pemba, na província de Cabo Delgado.  Na província de Niassa serão afectados Niassa, a chuva far-se-á sentir em todos os distritos. Já na Zambézia serão afectados os distritos de Gilé, Mocuba, Lugela, Gurué, Alto-Molócuè, Namacura, Nicuadala, Derre, Mopeia, Inhassunge, Chinde, Luabo e cidade de Quelimane. Em Sofala, serão afectados os distritos de Marromeu, Cheringoma, Caia, Maríngue, Muanza, Dondo, Buzi, Chibabava, Nhamatanda, Gorongosa e cidade da Beira. Finalmente em Manica, a chuva vai afectar os distritos de Machaze, Mossurize, Sussundenga, Macate, Gondola e cidade de Chimoio. Face ao mau tempo, o INAM apela à tomada de medidas de precaução e segurança.

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Funcionários da Migração em Gaza acusados de cobranças ilícitas 

Utentes denunciam cobranças ilícitas para obtenção de passaporte, na Direção Provincial de Migração, na província de Gaza. São valores que, de acordo com os queixosos, chegam a 1500 Meticais. No entanto, as autoridades migratórias dizem desconhecer o assunto e desafiam as vítimas a denunciar os casos. bannerO passaporte é um documento essencial para milhares de
href="https://www.google.com/search?ved=1t:260882&q=mo%C3%A7ambicanos+culture&bbid=1217149766309464060&bpid=7296852961759648365" target="_blank">moçambicanos
, que vivem, trabalham e estudam fora do país, em particular na República sul-africana, mas, ter este documento, por estes dias, na Direcção Provincial de Migração em Gaza tornou-se um pesadelo, segundo dizem os utentes.
“Chegamos por volta das 5 horas, mas ainda não conseguimos entrar nas instalações. As pessoas estão a enfrentar dificuldades para tramitar os seus passaportes. Pediram-me 8 mil meticais para acelerar o meu processo, mas não tenho esse valor”, reclamou Silvestre António, utente.  Mais de mil pessoas debaixo do sol intenso e duas vias principais bloqueadas. Trata-se de pessoas que até as 3 horas da manhã já se encontrava no local, mas, até por volta das 12 horas, continuava na incerteza, aliás, nas paredes ou no chão, buscando conforto em meio a agitação instalada.  “O calor é intenso, e para ter acesso ao formulário são 50 meticais, o preenchimento são mais 50 meticais, o que totaliza 100 meticais”, reclamou outra utente. Julário, de 36 anos de idade, residente no distrito de Chibuto,  chegou ao local à madrugada para tramitar documento de viagem, mas está condenado a permanecer na fila, porque, segundo conta, não tinha como pagar os mil meticais, supostamente, exigidos pelos funcionários da migração, para acelerar o seu processo Há extorsões, eu trago apenas  2400 meticais. Cobram mil meticais. "Pessoas que chegam atrasados, mas seguem em frente. E nada podemos fazer”, reclamou Julário.   Há mais utentes que se queixam de cobranças ilícitas no processo de tramitação do passaporte urgentes, valores que chegam a 1500 meticais. “Cobraram-me 2800 de passaporte e mais 1500 meticais. Entreguei debaixo do formulário, consegui vê-lo e posso o reconhecer. Paguei o valor, mas não consegui ter o passaporte”, contou um outro utente.  Confrontado em torno dos alegados casos de corrupção, a Direção da Migração em Gaza disse desconhecer o assunto. Abeldo Nhanombe, porta-voz do Serviço de Migração,  desafia as vítimas a denunciarem e apresentar provas em torno das acusações  Por conta da morosidade, utentes chegam a esperar mais de 6 horas para tramitar os passaportes.  

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Ramaphosa pede acção da ONU após captura do presidente venezuelano pelos EUA

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, expressou profunda preocupação com a recente acção militar dos EUA na Venezuela, exigindo a libertação imediata do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa. Ramaphosa alertou que os acontecimentos representam uma séria ameaça à estabilidade regional e à paz internacional, e instou o Conselho de Segurança das Nações Unidas a intervir. Ao abordar o assunto, Ramaphosa afirmou que a captura do presidente Maduro constitui uma violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas. Enfatizou ainda que o Conselho de Segurança é o único órgão internacional com mandato para tratar de questões de paz e segurança e pediu que este exerça sua sabedoria coletiva para resolver a crise. O Presidente sul africano alertou que o incidente poderia criar um precedente perigoso, dando, na prática, "carta branca" para intervenções militares contra Estados soberanos. Ramaphosa afirmou que tais acções minam a ordem global baseada em regras e devem ser tratadas por meio de instituições multilaterais. A reação internacional tem sido bastante dividida. China e Rússia lideraram a condenação da medida dos EUA, descrevendo-a como ilegal e desestabilizadora, enquanto outros países manifestaram apoio, aprofundando as divisões globais.

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Daniel Chapo celebra 49.º aniversário com crianças do Infantário de Inhambane

O Presidente da República, Daniel Chapo, escolheu um cenário discreto e profundamente simbólico para assinalar o seu 49.º aniversário: o Infantário Provincial de Inhambane. Longe do protocolo, das formalidades de Estado e dos holofotes que habitualmente acompanham um Chefe de Estado, Chapo optou por um ambiente simples, marcado por afeto e humanidade. Foi ali, entre crianças que vivem longe das suas famílias, que passou o dia, transformando uma data pessoal numa mensagem pública de solidariedade e proximidade. O Presidente percorreu calmamente as instalações do infantário, conversou com as cuidadoras, ouviu relatos do dia a dia da instituição e, sobretudo, esteve com as crianças. Sentou-se ao lado delas, sorriu, abraçou, brincou e falou com simplicidade, sem barreiras. Ao lado da esposa, reforçou a mensagem central que quis deixar: o mundo, e Moçambique em particular, precisa de mais amor, mais solidariedade e mais cuidado humano entre as pessoas. Não era um discurso formal, mas um apelo simples, feito num lugar onde a ausência familiar ganha rosto e nome. Durante a visita, Daniel Chapo recordou a história de uma criança que vive no infantário desde bebé. A mãe tinha tentado interromper a gravidez, mas a criança sobreviveu e foi resgatada ainda em estado frágil. Hoje cresce ali, saudável, protegida e acompanhada. O Presidente falou também de outro caso: um menino cuja mãe sofre de doença mental e que, por isso, encontrou no infantário um refúgio seguro. São histórias duras, mas que mostram, como referiu, a importância de garantir proteção às crianças em situação de abandono ou risco. E, neste dia, as tradições inverteram-se. Normalmente são os aniversariantes que recebem presentes; desta vez foi o Presidente quem decidiu oferecer. Levou donativos para apoiar as necessidades do infantário e fez questão de partilhar a refeição com as crianças. “As bênçãos vêm mais de dar do que de receber”, sublinhou, explicando simbolicamente o gesto. Mais do que um ato pontual, foi uma forma de lembrar que a solidariedade começa no gesto simples: partilhar. Mas a escolha do local teve também um significado pessoal. Durante oito anos, enquanto governador de Inhambane, Daniel Chapo habituou-se a celebrar ali o seu aniversário. O infantário tornou-se, ao longo desse período, um espaço de ligação emocional. Agora, já como Presidente da República, voltou. Reencontrou crianças que já conhecia, reviu rostos familiares entre as cuidadoras e recuperou um ritual que atravessa o tempo e as funções que ocupa. Não foi, portanto, um gesto novo — foi a continuidade de uma relação construída ao longo dos anos. As crianças responderam com aquilo que lhes é natural: curiosidade, timidez e alguns sorrisos espontâneos. Para muitas delas, que vivem ali porque a vida lhes retirou cedo a proteção familiar, a presença do Chefe de Estado é um sinal de que não estão esquecidas. Há um valor simbólico em ver o mais alto representante do país sentar-se ao seu lado, escutá-las e partilhar momentos de leveza. A visita de Daniel Chapo acontece num contexto em que a proteção da infância continua a ser um dos grandes desafios do país. Muitos menores vivem em situação de vulnerabilidade social, abandono ou precariedade. As instituições que os acolhem fazem parte da rede de proteção, mas nem sempre dispõem de todos os recursos de que precisam. Ao escolher passar ali o seu aniversário, o Presidente reforçou a visibilidade dessa realidade, lembrando que a resposta passa também por reforço de solidariedade social. Não houve discursos longos, nem cerimónias formais. O encontro fez-se de gestos, de proximidade e de partilha. Ao despedir-se, o Presidente voltou a insistir na mesma mensagem: Moçambique precisa de mais amor entre as pessoas, de mais união e de mais compaixão. Só assim — afirmou — será possível construir uma sociedade mais justa e solidária. Aos 49 anos, Daniel Chapo marcou o dia não com uma celebração privada, mas com um gesto público de afecto social. Um aniversário transformado em sinal político — não pela grandiosidade, mas pela simplicidade. E talvez tenha sido essa simplicidade que deu força ao gesto.
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Dominguez, Mexer e Reinildo encerram ciclo nos Mambas após CAN-2025

Moçambique despede-se de três ícones de uma geração que elevou o nome do país no continente: Dominguez, Mexer e Reinildo Mandava anunciaram o encerramento do seu ciclo na Selecção Nacional. Segundo o comunicado da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), os três jogadores sublinharam que a decisão representa o fim de uma etapa, mas também a abertura de uma porta para os mais jovens. Reinildo Mandava foi o primeiro a tomar a palavra, assumindo a despedida como um acto de responsabilidade e amor à Selecção Nacional. Referência desta geração, falou não como quem sai, mas como quem entrega o testemunho, sublinhando a honra e o peso que é envergar a camisola dos Mambas. A sua liderança, feita de exemplo, sacrifício e coragem, marcou profundamente este ciclo histórico, deixando um legado de união, ambição e compromisso que ultrapassa resultados e continuará a orientar o futuro da Selecção Nacional de Moçambique. “Este foi o meu último jogo, a minha última campanha. Agora é tempo de dar força aos mais novos. A Selecção sempre foi uma terapia para mim. O meu coração estará sempre aqui”, partilhou Mexer Sitóe, depois de afirmar que a decisão tinha sido tomada anteriormente em conversas com o seu colega e companheiro de longa caminhada, o capitão Dominguez. Mexer, um dos rostos maiores desta geração, deixou uma mensagem de esperança e responsabilidade: “Com esta geração vamos fazer coisas bonitas, acreditem. Eu, o Reinildo e o Dominguez partimos daqui, mas a Selecção Nacional continua. Corram sempre uns pelos outros, ainda que tenham desavenças fora do campo. Muito obrigado por estes anos, por partilharem este momento. Amamos todos vocês e vou sentir muita falta.” Do capitão, Dominguez, saiu pouco em palavras, mas resumiu uma vida inteira dedicada à Selecção Nacional numa única expressão de gratidão. Não houve discurso longo, nem frases ensaiadas, apenas o silêncio pesado de quem deu tudo pelo país, de quem carregou a braçadeira com honra em momentos bons e difíceis, e que naquele instante deixou falar o coração.  O Seleccionador Nacional, Chiquinho Conde, não escondeu a dificuldade do momento, assumindo-o como um dos mais duros da sua liderança. “Foi tudo surpreendente. Tenho conversado várias vezes com o Reinildo e fiz de tudo para que isto não acontecesse. Se eu estou aqui é porque eles também quiseram. É um golpe duro, é como perder um membro da família”, confessou. O técnico destacou que mais do que jogadores, Dominguez, Mexer e Reinildo são homens que marcaram o grupo. “Tudo o que sei como treinador aprendi convosco. Foram sempre dignos de representar uma nação. Aos mais jovens, peço que segurem este legado, porque ainda há muito por fazer. A minha admiração por vós nunca se vai perder.” O Vice-Presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Paito Mucuana, manifestou o sentimento nacional. “É um momento de gratidão. Estamos tristes, mas profundamente orgulhosos daquilo que os Mambas fizeram. O país está orgulhoso. Conseguiram o que muitas gerações não conseguiram”. O dirigente apelou ainda ao Reinildo que reconsiderasse a sua decisão, reconhecendo a sua juventude e o peso desportivo e simbólico da sua presença.
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Mambas fora do CAN

A Selecção Nacional de Futebol despediu-se ontem do Campeonato Africano de Futebol (CAN), após perder o jogo dos oitavos-de-final diante da Nigéria, por  0 - 4. Os Mambas saem da prova com um registo de uma vitória, por sinal a primeira em 39 anos, alcançada frente ao Gabão por 3-2, triunfo que valeu também a qualificação, pela primeira vez, para os oitavos-de-final. O combinado nacional averbou ainda três derrotas na competição, duas na fase de grupos frente à Costa do Marfim e Camarões e mais recentemente contra a Nigéria.
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María Corina Machado agradece captura de Maduro e diz que regressa em breve a Venezuela 

A líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, agradeceu ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelas “ações valentes”, que levaram à captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro. Durante uma entrevista ao apresentador Sean Hannity, na Fox News, citada por Lusa, María Corina Machado recordou que, em Outubro, dedicou a Trump o Prémio Nobel da Paz que lhe foi atribuído. Machado salientou que teve de deixar a Venezuela em segredo para viajar até Oslo para receber o galardão, embora tenha chegado demasiado tarde para assistir à cerimónia oficial. A líder da oposição declarou que planeia regressar à Venezuela o mais rápido possível e afirmou que não falou com Trump desde a extração de Maduro de Caracas pelos Estados Unidos. Machado disse ainda que a oposição que lidera transformaria a Venezuela num centro energético para as Américas, restabeleceria o Estado de direito para garantir a segurança do investimento estrangeiro e facilitaria o regresso dos venezuelanos que, segundo diz, fugiram do país desde que Maduro chegou ao poder, em 2013. A líder da oposição indicou que o movimento que representa alcançaria "mais de 90% dos votos" em eleições livres e justas. Segundo Lusa, Donald Trump recusou-se publicamente a respaldar María Corina Machado, dizendo, no fim de semana, que esta não tem apoio suficiente na Venezuela para liderar o país. Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder. banner style="font-weight: 400;">Maduro e a mulher prestaram, na segunda-feira, breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.
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Guterres pede respeito do Direito Internacional após ação militar dos EUA

O secretário-geral da ONU expressou "profunda preocupação" com a acção militar norte-americana na Venezuela e pediu respeito pelo Direito Internacional, que "proíbe o uso da força contra a integridade territorial dos Estados". Citado no Conselho de Segurança pela subsecretária para os Assuntos Políticos, Rosemary A. DiCarlo, António Guterres manifestou-se igualmente preocupado com a possível "intensificação da instabilidade interna" na Venezuela e com o impacto que tal situação poderá ter na região, e apelou a todos os actores venezuelanos para participarem num "diálogo inclusivo e democrático que respeite os direitos humanos, o Estado de direito e a soberania nacional", cita Lusa. O líder da ONU recordou que, no momento do discurso ao Conselho de Segurança, Nicolás Maduro se encontra detido em Nova Iorque, juntamente com a mulher, Cilia Flores, acusado de crimes graves pelas autoridades norte-americanas. Além disso, Guterres sublinhou a necessidade de "respeitar o Direito Internacional, consagrado na Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política dos Estados". O responsável máximo da ONU salientou também que a paz internacional depende do empenho de todos os países no cumprimento de tais normas. DiCarlo disse que o secretário-geral especificou que a ofensiva norte-americana incidiu sobre Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, embora o número exacto de vítimas seja ainda desconhecido. Analisou ainda a crise venezuelana dos últimos anos e recordou as eleições presidenciais de Julho de 2024, cuja transparência foi questionada, bem como as "graves violações de direitos humanos documentadas" pelo Gabinete do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). Instou, por isso, todos os atores venezuelanos a participarem num "diálogo inclusivo e democrático" que respeite os direitos humanos, o Estado de direito e a soberania do povo. Exortou também aos países vizinhos e a comunidade internacional a "agirem com solidariedade, promovendo a coexistência pacífica e apoiando iniciativas para encontrar uma solução não-violenta para a crise" venezuelana. Através da representante, Guterres destacou que "o primado do direito deve prevalecer" e que "o Direito Internacional propõe instrumentos para lidar com problemas como o tráfico de droga, as disputas sobre recursos naturais e as violações de direitos humanos". A terminar, o líder das Nações Unidas sustentou que a única forma plausível de ultrapassar a actual crise é através do respeito das normas internacionais e da ordem jurídica mundial. Refira-se que os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
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Mistérios Históricos que Ainda Não Foram Resolvidos: 7 Enigmas que Intrigam o Mundo

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